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Rómulo e Remo

18.04.05
 A lenda de Rómulo e Remo é a lenda fundadora de Roma. Quando a sua mãe, uma princesa latina, foi assassinada por um tio malvado, os bebés gémeos, Rómulo e Remo, foram lançados ao Tibre. Salvos por uma loba, que os amamentou e os tratou como se fossem seus filhos, incutiu neles ferocidade e sentido de lealdade. Quando chegaram à idade adulta, resolveram fundar conjuntamente uma cidade, mas acabaram por se defrontar e inclusivamente travaram uma luta de morte. Rómulo, o vencedor fundou a cidade que ficou com o seu nome. A lenda fornece inclusivamente datas precisas: Roma foi fundada, sem margem para dúvidas, em 753 a. C., Rómulo foi o primeiro Rei e foi venerado como uma divindade protectora de Roma.


templo   gemeos
           Templo dedicado a Rómulo                           Caricatura dos gémeos


moeda
A primeira moeda com imagem de Rómulo


 Assassino de seu irmão, mas ambicioso em seus projectos, Romulus começou a povoar a cidade com pastores, bandidos, escravos fugitivos e aventureiros. Como não havia mulheres, Romulus fez anunciar uma grande festa com jogos extraordinários. Os sabinos dirigiram-se para lá com suas mulheres e filhos. Durante a festa, os companheiros de Romulus raptaram as sabinas. Depois de muita luta, as sabinas concordaram em viver em paz com os romanos. Titus Tacius, rei dos sabinos, dividiu o trono com Romulus. Após a morte de Tacius, Romulus reinou sozinho até sua misteriosa desaparição numa tormenta tendo sido divinizado com o nome de Quirino.

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A População

15.04.05
 Investigações arqueológicas no Monte Palatino, afirmam ter sido o solo italiano habitado por tribos primitivas já no tempo do Paleolítico. A tradição considera os Lígures, raça indo-europeia, como os representantes desse rudimentar grau de civilização. Ali, naquilo que era pouco mais do que um aglomerado de cabanas de pedra toscamente construídas, viveu uma comunidade de pastore latinos, os italiotas, que apascentavam os seus rebanhos nos terrenos pantanosos do vale do Tibre.

 Enterravam os seus mortos em sepulturas em forma de cabana. Entre os séculos IX e X, servindo-se do mar, aportaram à Itália dois povos de civilização bastante adiantada: os etruscos, os habitantes nativos da actual Toscânia, e os gregos. Foi o século VI o seu período áureo recebendo a Velha Itália, do génio criador etrusco, admiráveis criações artísticas em barro policromado, sarcófagos, quimeras, espelhos, artigos de ferro e bronze e admiráveis lições no aperfeiçoamento agrícola. Os pântanos do Tibre foram drenados para os tornar o centro de uma cidade maior. Com esta área recuperada como fórum ou praça de mercado o aglomerado disperso adquiriu um único ponto central urbano. Construiu-se um templo dedicado a Júpiter, o grande deus dos latinos. A urbs embora não muito grande, dispunha de requisitos necessários para ser a morada dos reis – os chefes militares latinos que governavam as regiões circundantes em nome dos Etruscos. A Grande Grécia, no extremo sul da península, foi também um centro admirável de cultura e progresso.


mundo agricola
Relevo romano do mundo agrícola e pastoril dos antigos itálicos


História política


 Pode-se apontar três evoluções, de carácter político, que Roma sofreu:


Realeza – 753 – 509 a.C.


República – 509 – 29 a.C.


Império – 29 a.C – 476 d.C.


Período da realeza


 Sobre a origem e à fundação de Roma os escritores latinos da antiguidade recorrem à «tradição romana» como fonte de inspiração. A lenda de Eneas (que Virgílio imortalizou no seu poema – a Eneida), que nos conta a chegada duma colónia Troiana sob o comando daquele herói, que desposara Lavínia, filha do rei Latino, lançando mais tarde os fundamentos da cidade de Lavinium. A mesma lenda conta-nos a história de Rómulo e Remo, filhos da Vestal Reia Sílvia e do deus Marte que fundaram no alto do monte Palatino uma cidade que recebera o nome de Roma, depois de Rómulo ter assassinado o seu irmão.


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 A península foi designada ao longo dos séculos por diferentes nomes, que aludiam à sua posição geográfica aos seus produtos ou às suas divindades. Os Gregos chamavam-lhe «Hespéria», ou seja, «terra do entardecer»; «Enótria», que significa «terra do vinho» e também «Satúrnia» pois, segundo a lenda, o deus Saturno (antiga divindade itálica das sementes) foi desterrado por Júpiter e refugiou-se no Lácio que tomou o nome se saturnia tellus, (terra de Saturno). «Ausónia», do nome dos Ausónios, que habitavam a região circundante do golfo de Nápoles, foi outra denominação usada para designar a província. «Itália» parece derivar de Italói, nome grego que, por sua vez, vai buscar a origem a «Vituli» ou «Viteli», povo que ocupava a ponta extrema da península, uma zona ao sul da actual Catanzaro. Estas gentes denominavam-se assim porque tinham como protector o touro que em latim se diz vitulus. Até ao século V a.C. este nome designava apenas o território dos Brúcios, a parte meridional da Calábria. Depois o nome alargou-se à Campânia a Tarento, até que, por volta do século III a.C., depois das conquistas romanas, aplicou-se a toda a região peninsular ao sul do Magra (Ligúria) e do Rubicão (Romagna). A «Gália cisalpina», ao norte da linha de demarcação, não se incluiu na Itália senão em 49 a.C., quando foi concedido aos habitantes desta região o direito de cidadania. Com a reorganização política levada a cabo por Augusto em 27 a.C., as fronteiras ampliaram-se até à actual Nice (para oeste) e a Ístria (para este). Até ao século III d.C., o nome de «Itália» excluía as ilhas adjacentes, que só ficaram ligadas a ela administrativamente até ao tempo do imperador Diocleciano (que reinou de 284 a 305).

Itália – Noção geográfica

 A Itália, banhada a oriente pelo mar Adriático, e pelo mar Tirreno a ocidente, descia dos Alpes até ao estreito da Sicília, que a separava do norte de África, na parte central do sul europeu. Os montes Apeninos dividem-na em duas partes de características diferentes: a oriental mais montanhosa e irregular, desce abruptamente sobre o Adriático, enquanto a parte ocidental suaviza os seus contrafortes em húmidas e férteis planícies, tornando a costa do mar Tirreno mais hospitaleira. A riqueza dos solos prendeu-os à terra e atraiu a presença de povos colonizadores.

          Geograficamente, dividia-se em:





Itália Continental e Gália Cisalpina




– Gália Transpadana e Gália Cispadana ou Emília.

Itália Peninsular
– Etrúria, Úmbria, Sabínia, Lácio, Campânia, etc.

Itália Insular
– Sardenha, Córsega, Egatas, Lipárias e Sicília.


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 A civilização da Roma antiga influenciou o nosso mundo ocidental. Do século VI a. C. ao século V d.C., o Império Romano no seu auge, dominou e manteve unificado, desde a Escócia ao Egipto, e de Marrocos ao Mar Cáspio. Nunca outra civilização se fez perdurar tanto nos hábitos e costumes, como na grandiosidade do seu legado que ainda hoje permanece quase perene. As suas construções militares como a Muralha de Adriano, as extensas estradas, como a Via Ápia, os anfiteatros, as habitações com aquecimento central, balneários, as leis, influenciaram a nossa forma de vida civilizada.

 Os seus imperadores, as traições palacianas, a ascensão e a queda do Império, farão parte destes meus apontamentos. Colocado noutro local, chegou a hora de o mesmo ser lido por ordem cronológica como se de um livro tratasse. Este trabalho teve a colaboração, nesse local, de marc91 (o autor do tema), kelbeaumec, pinhomariajose, catarse e alguns mais que de uma forma ou de outra colaboraram e apoiaram este projecto.

 A todos o meu muito obrigado.

marius70

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