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  Em 151 a.C., os chefes Lusitanos, que se encontravam nos castros (povoações rodeadas por muralhas) nos montes Hermínios, após muitas lutas contra os romanos, decidiram propor a paz. Em troca de terras férteis na planície, abandonariam a luta. As conversações sobre a intenção dos lusitanos tiveram como interlocutor um chefe romano de seu nome Galba que fingiu aceitar a proposta oferecendo-lhes um local esplêndido. Em troca teriam que entregar as armas.

 Quando os lusitanos se encontravam espalhados por uma zona sem hipóteses de defesa, Galba cercou-os, matando milhares de lusitanos. Aprisionou e enviou para a Gália, como escravos, outros tantos. Porém, alguns conseguem escapar, entre os quais, Viriato.

 Galba, com esta traição, pensava que esta vitória seria bem recebida em Roma, e que com a violência do seu acto tivesse destruído para sempre a resistência dos lusitanos. Puro engano. Esta traição ia contra os conceitos estabelecidos pelas autoridades romanas, que davam muito valor às vitórias militares mas exigiam lealdade e respeito pelos inimigos. Quando souberam que Galba tinha mentido e assassinado homens desarmados que tinham confiado na palavra de um chefe romano, chamaram-no a Roma e julgaram-no em tribunal.

 Os Lusitanos, ao contrário do esperado por Galba, formaram um exército de milhares de homens vindos de vários castros e desencadearam ataques sucessivos contra os Romanos, alcançando muitas vitórias sobre o comando desse grande herói do povo Lusitano, que só à traição o eliminariam, Viriato.

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lusitania
Divisão provincial da Península Ibérica na época dos romanos


  O território português englobava muitos povos diferentes, a saber: Calaicos, Túrdulos, Lusitanos, Cónios e Célticos. Estavam repartidos por três zonas, uma a norte do Douro, outra entre o Douro e o Tejo e a terceira a sul deste rio. Em cada uma das duas primeiras, distinguem-se os povos do interior (Calaicos e Lusitanos) e os do litoral (Túrdulos e Gróvios).

  Os Celtas e Iberos tiveram grande influência na zona centro e norte da Península. Já os Fenícios e Gregos pouco tocaram na zona norte. Na zona sul colonizaram essencialmente o litoral algarvio e alentejano e na bacia do Tejo. Ossonoba, perto de Faro, teve eventual fundação fenícia.

  Após a conquista da Península Ibérica pelos Romanos, estes dividam-na em três grandes províncias: Tarraconense, Lusitânia e Bética.

  A Lusitânia tinha três conventos jurídicos: Emérita (Mérida), Pax Iulia (Beja) e Scallabis (Santarém).

  Os Suevos e Visigodos nunca se contaram em número suficiente para uma colonização total. A partir do século VIII, vieram as invasões muçulmanas que trazem uma nova expressão da tendência dominadora do sul mediterrânico. Dividem a Península em duas zonas distintas: uma a norte do Douro, em que há pouca influência, outra do vale do Tejo e para o sul em que ela é duradoura.

  O elemento de distribuição de povos é a existência de comunidades unidas por laços muito ténues, frágeis e instáveis, e a não existência de qualquer vínculo profundo que unisse todo o território.

  Sobre os lusitanos, há que referir de que os mesmos tiveram grande influência celtibera. Eram ágeis, vigorosos e frugais. Dormiam na terra dura, usavam compridos e soltos cabelos, como os das mulheres. Apreciavam muito os sacrifícios e tiravam prognósticos do exame das entranhas das vítimas. Eram disciplinados e hábeis na arte da guerra.

  Após a morte de Sertório os lusitanos desintegraram-se o que foi aproveitado por Pompeu para os derrotar. Mas a influência romana já se fazia sentir através de Sertório no ensino, no direito, na educação da juventude e no movimento artístico. A partir daí foi a integração completa.

  Em termos políticos devemos considerar que os vínculos eram exteriores às comunidades. Só nas cidades penetraram o suficiente para de certo modo influenciar as estruturas comunitárias. Mesmo nas cidades, a assimilação romana foi mais intensa na Bética e na Tarraconense litoral, pouca na Galécia e não chega a tornar-se efectiva na zona cantábrica e basca.

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