Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]





Comentários recentes

  • fpeneiras

    A zona de lazer da ponte romana de Monforte foi to...

  • Unknown

    Faça uma pesquisa sobre o periodo histórico do fil...

  • Mylena Souza

    Não sei se já viram esta historia bem feita . No N...

  • João Corbellini

    Está dito acima . O muro foi construído para prote...

  • Fabio Dias

    Como nao entendo muito, sempre tive duvidas de ond...



subscrever feeds



Catilina

10.09.05
 Patrício romano de seu nome Lúcio Sérgio Catilina (108 a.C.-62 a.C.), filho de uma família patrícia em decadência económica, Catilina prestou serviço militar na guerra civil de 89 A.C. ao lado do ditador Sila. Em 73 foi acusado pela violação de uma virgem vestal, um crime considerado mortal pelos antigos romanos mas foi absolvido. Foi nomeado copretor em África em 68. Regressa a Roma em 65 e ganha o favor de algumas figuras importantes, cai nas graças do povo devido à sua política populista, Catilina apoiava os libertos (escravos libertados).

 Concorre às eleições de cônsul em 64 perdendo-as para Cícero, nesta altura surge a inimizade entre os dois políticos. Inicia-se uma feroz batalha política entre os dois adversários, com acusações mútuas para todos os gostos, desde acusações de assassínio do próprio filho até tentativas de assassinato. Tenta, em vão, acabar com as divindades de origem feminina no panteão romano

 Celebrizou-o a conjuração de 63 a. C. que recebeu o seu nome, e que planeou depois de se desvanecerem as possibilidades de ser cônsul, tentando para o efeito derrubar Cícero. O senado, sob a pressão de Cícero, decreta uma lei dando poderes extraordinários ao cônsul para lidar com a ameaça de Catilina o senatus consultum ultimum. Catilina abandona Roma após o célebre discurso de Cícero, Quosque tandem abutere Catilina patienta nostra?

 Catilina parte em direcção ao exílio em Massilia (actual Marselha) seguido por um considerável numero de jovens romanos, libertos e ex-combatentes partidários de Sila. A rápida acção de Cícero permitiu capturar e executar os cabecilhas do movimento em Roma, enviando posteriormente uma força militar contra as tropas de Catilina – compostas na sua maioria por aventureiros e escravos recrutados. A batalha campal dá-se junto de Pistóia. Apesar das recompensas oferecidas por Cícero para abandonarem Catilina, nem um único homem o abandonou. Catilina enfrenta o exército do senado numa desproporção de três para um, e perde inevitavelmente a batalha tendo o seu cadáver sido encontrado no meio dos seus inimigos isolado na linha da frente. É reconhecida pelos seus inimigos a sua bravura e nenhum corpo dos rebeldes foi encontrado com feridas nas costas.


Disse Floro: «Bela morte, assim tivesse tombado pela Pátria.»


Autoria e outros dados (tags, etc)

Espártaco

04.09.05
 Nas cidades, os cativos ocupavam-se de actividades, como a manufactura, o comércio ou os serviços domésticos. Era comum os proprietários utilizarem-nos como "escravos de luxo", os quais desempenhavam as funções de cozinheiros, escribas, administradores, secretários e vários outros ofícios a serviço de seu senhor. Portanto, não há uma tarefa específica destinada à mão-de-obra escrava, ou seja, o escravo não se definia pelo tipo de trabalho que realizava, mas, sim, como um homem explorado e privado do exercício da cidadania e da liberdade.
 As condições sub-humanas em que viviam grande parte dos escravos romanos, ocasionaram rebeliões durante o Período Republicano, sobretudo ao final. Uma das mais significativas foi a Revolta de Espártaco em 73 a.C.


 Espártaco nasceu na Trácia, região situada ao norte da Grécia, no princípio do século I a.C. Era pastor e, capturado pelos romanos, tornou-se soldado do império. Desertou mas foi apanhado e vendido como escravo em Cápua ao proprietário de uma escola de gladiadores.

A luta entre gladiadores originou-se da tradicional prática de se oferecerem sacrifícios aos deuses e eram realizadas em arenas, destinadas a um grande público e utilizadas pela classe dominante como um grande divertimento. Dois guerreiros defrontavam-se armados de capacetes, espadas, lanças e escudos, para delírio dos espectadores, até que um deles caísse ao solo e ficasse em posição de ser morto pelo adversário. Nesse momento, o público deveria se manifestar a favor ou não da morte do guerreiro derrotado. Se os espectadores levantassem seus polegares, era o sinal de que decidiam pela morte do gladiador. Se, ao contrário, abaixassem seus polegares, era o sinal de que o poupariam para combates futuros.

 Os gladiadores recebiam treino em escolas especiais comandadas pela elite romana. A ocorrência de suicídios, fugas e de rebeliões era uma constante entre esses homens, invariavelmente destinados à morte. É exactamente neste contexto que ocorre a grande revolta de Espártaco. No ano de 73 a.C., lidera um pequeno grupo de gladiadores, refugiando-se no Monte Vesúvio. Espártaco consegue incitar os escravos da Itália à rebelião, chegando a formar um exército de 100 mil combatentes. Após retumbantes vitórias em 72 a.C. quando se dirigiam para os Alpes para escaparem do território controlado por Roma faltou-lhes os suprimentos e com fome decidiram regressar ao sul e instalaram-se na Lucânia. A revolta foi sufocada pelo cônsul Licínio Crasso que à frente de oito legiões romanas os derrotou em 71 a.C. tendo Espártaco morrido em combate. Crasso mandou crucificar 6 mil escravos, como símbolo de sua opressão. Espártaco, por sua vez, acabou se transformando em um eterno símbolo da luta dos oprimidos pela liberdade. Embora a rebelião liderada por Espártaco tivesse se caracterizado pela sua grande dimensão, causando um certo pânico entre a classe dominante, não foi capaz de ameaçar concretamente a ordem social. Portanto, a escravidão continuou sendo o principal motor das actividades produtivas em Roma, entrando em crise somente após o século III da Era Cristã, quando houve fragmentação do Império Romano.



Autoria e outros dados (tags, etc)

Júlio César

01.09.05
 Nasceu no ano 100 e morreu, assassinado, em 44 a.C., ao cabo de uma carreira que fez dele o primeiro homem político de Roma. Dois anos após a sua morte ser-lhe-ia atribuído o estatuto de deus do povo romano.

 A sua entrada na vida pública foi precedida por vários anos de instabilidade em Roma. O jovem César começou por se dedicar à vida militar, que sempre lhe serviria de suporte às ambições políticas. Alcançou, depois, posições de menor importância na magistratura, até que, em 69 a.C., foi eleito questor. O cargo trouxe-o à Península Ibérica, e mesmo a território que é hoje em dia português. Mais tarde, em 62 a. C., foi eleito pretor, tendo de seguida ocupado o cargo de governador, mais uma vez, na Ibéria.
 Em 60, constituiu então, com Crasso e Pompeu, um triunvirato que duraria até ao ano de 56 a.C. Em 59 César foi eleito cônsul.

 Para conquistar a simpatia do partido democrático, distribuiu terras aos Consulado veteranos de Pompeu e propôs que fossem dadas as terras incultas da Campânia às famílias com três filhos. Tornou-se popular e temido.

 Depois de sua filha Júlia, se ter casado com Pompeu, e ter levado como seu lugar-tenente o filho de Crasso, inaugurou a conquista da Gália. Repelindo a invasão dos Helvécios e dos Germanos, apareceu entre os gauleses como um salvador. A revolta estalou com Vercingétorix, chefe arverno, que foi cercado em Alésia. Dotando o exército com uma técnica e uma disciplina nunca atingidas, dominou a Gália após nove anos de gloriosa campanha.


 Na imagem: rendição de Vercingétorix (lançou aos pés de César as armas e o escudo, mas não entregou o cavalo, que considerava como fazendo parte do seu próprio corpo).


 A morte de Crasso no oriente colocou frente a frente dois rivais: César e Pompeu, destruindo o que haviam prometido na Conferência de Luca de viverem em plena harmonia. O Senado, sob pressão de Pompeu, destituíra César do exército. Reuniu as suas legiões e, atravessando o Rubícão (o que era considerado como inimigo de Roma), disse a célebre frase: «Alea jacta est» (está lançada a sorte). Pompeu fugiu para a Grécia onde foi vencido na batalha de Farsália, enquanto os seus lugar-tenentes Lépido e Marco António defendiam Roma. Ptolomeu, que cortara a cabeça a Pompeu, foi destituído por César, e substituído no trono egípcio por sua irmã Cleópatra.

 Do Egipto passou à Asia-Menor, resumindo na conhecida frase: «veni,vidi,vici» (cheguei, vi e venci) a sua campanha contra Farnácio, filho de Mitrídates. O Senado nomeou-o Ditador. Venceu Juba, rei da Numídia, em Tapso, que apoiava os partidários de Pompeu, e em Munda os pompeanos espanhóis. Querendo fundar um império à maneira de Alexandre, foi assassinado nos Idos de Março (15 de Março) em pleno Senado por Cássio e Bruto.


Cronologia

100 a. C. - Nascimento de César
81 – Ditadura de Sula
80 – Serviço militar na Ásia. Alegada dissidência com o rei Nicómedes IV, da Bitínia
69 – É eleito questor.
67-66 – Alia-se a Pompeu e a Crasso.
63 – Pontifex Maximus. Consulado de Cícero. Conspiração de Catilina.
62 – Foi eleito pretor
60 – Primeiro triunvirato de Pompeu, Crasso e César.
59 – Primeiro consulado de César. Casamento com Calpúrnia, filha de L. Calpúrnio Piso.
58 – Pró-cônsul da Gália Cisalpina, Ilírico e, finalmente, da Gália Transalpina. Campanhas contra os Helvécios e os Ariovistos.
57 – Campanha contra os Belgas (Nérvios)
56 – Promoção das campanhas na Britânia e na Normandia. Renovação do Primeiro Triunvirato. Campanha contra os Venetos.
55 – Renovação do pró-consulado por cinco anos. Travessia do Reno. Primeira invasão da Britânia.
54 – Segunda invasão da Britânia.
53 – Segunda travessia do Reno. Crasso é derrotado e morto pelos Partos em Carras.
52 – Revolta de Vercingétorix, derrotado na Alésia. Distúrbios em Roma. CIódio é assassinado e Pompeu eleito cônsul único.
51 – Cerco de Uxeloduno. Fim das Guerras na Gália e publicação dos Comentários de César. Os seus opositores Optimate aguardam que seja chamado a Roma.
50 – Contínuos esforços dos inimigos de César para trazê-lo a Roma a fim de ser julgado.
49 – César recebe ordens para dissolver o seu exército. Pompeu reforça a sua autoridade como ditador. A guerra civil tem início em Janeiro com a travessia do Rubicão. As forças de Pompeu capitulam em Espanha. César é eleito ditador.
48 – Segundo consulado. Pompeu derrota César em Dyrrhachium, mas é derrotado em Farsália e assassinado no Egipto. César ocupa Alexandria.
47 – Termina a Guerra de Alexandria. César derrota Fárnaces em Zela, na Ásia Menor.
46 – Terceiro consulado. Indicado para ditador por dez anos. Derrota dos correligionários de Pompeu em África. Publicação de Catão, de Cícero, e de Anticatão, de César.
45 – Os exércitos de Pompeu são derrotados na Batalha de Munda. Fim da guerra civil. Quarto consulado.
44 – Torna-se Ditador Perpétuo e é eleito para o quinto consulado. Tentativas para coroar César em Fevereiro. César é assassinado nos Idos de Março (15 de Março).

 Júlio César, que desempenhara o cargo religioso de «pontifex maximus» (cargo puramente honorífico, mas de grande valor simbólico, de custódio e garante da religião oficial) foi divinizado depois de morto com o título «Divus lulios», por decreto do Senado. Descreveu as suas campanhas da Gália no seu livro: «Comentários da guerra gaulesa»; no outro seu livro «Comentários da guerra civil» narra as suas lutas com Pompeu.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 2/2





Comentários recentes

  • fpeneiras

    A zona de lazer da ponte romana de Monforte foi to...

  • Unknown

    Faça uma pesquisa sobre o periodo histórico do fil...

  • Mylena Souza

    Não sei se já viram esta historia bem feita . No N...

  • João Corbellini

    Está dito acima . O muro foi construído para prote...

  • Fabio Dias

    Como nao entendo muito, sempre tive duvidas de ond...



subscrever feeds