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 Naqueles tempos, Roma era um Estado militar governado pela classe senatorial, que já não era representativa. Octávio (que agora já recebia o nome de Octávio Augusto ou simplesmente Augusto) depressa compreendeu que quem controlava o exército dominava Roma a todos os seus domínios; deste modo, adoptou o título de imperator, que se referia apenas ao comando militar, mas que o impunha como uma figura carismática perante os soldados.

 Em consequência das guerras civis, o exército romano cresceu até contar com cerca de 500.000 homens, mas só 230.000 se encontravam sob as ordens de Augusto à data dos combates de Actium. Após esta batalha, decidiu dotar-se de um exército mais reduzido e barato mas que lhe fosse leal; para o conseguir, desmobilizou cerca de cinquenta legiões e recrutou novos legionários. O novo exército compôs-se de vinte e oito legiões, além das coortes pretorianas e urbanas; no total, somavam uns 125.000 homens.

 Desde então, as legiões do império foram preferentemente tropas de fronteira, estacionadas no Baixo Reno, frente à Germânia, no Alto Danúbio e na Síria, dispondo de pequenas guarnições na Hispânia, África e Egipto. Augusto manteve tanto quanto possível a procedência italiana dos legionários, mas no Oriente os soldados tiveram de ser recrutados entre os cidadãos locais. A extensão da cidadania aos provinciais conduziu grandes efectivos às fileiras imperiais, e numerosos cidadãos converteram-se então em soldados profissionais espalhados por todos os territórios do império.



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Agripa

11.10.05
Amigo e colaborador de Octávio Augusto, Marco Vipsânio Agripa nasceu no ano 63 a.C. Desde que teve notícia do assassinato de Júlio César pôs-se ao lado de Octávio, de quem foi o general mais importante. Responsável pelas vitórias de Filipos, de Naucolos contra Sexto Pompeu no ano 36. a.C. e a Batalha de Actium contra Marco António em 31 a.C., bem como da reorganização do exército romano.

 No ano 21 a.C., casou-se com Júlia, filha de Octávio. No decurso dos anos 20 e 19 a.C., defendeu a Gália ameaçada pelos Germanos, e em seguida pôs fim à guerra com os Cantábricos que já durava há dez anos. Desde o ano 18 até 12 a.C., foi tribuno de Augusto, desempenhando uma verdadeira co-regência.

 Magnifico administrador, construiu aquedutos, termas, o templo do Panteão e elaborou o mapa do mundo antigo com os dados obtidos em suas viagens. No inverno de 13 a.C. adoeceu e, pouco depois de seu regresso a Roma, em março do ano seguinte, faleceu. Augusto ordenou que fosse sepultado no Mausoléu Imperial.

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  Os romanos dividiam o mês em três partes: as calendas, que iam do dia 1 ao dia 6 de qualquer mês; as nonas, que começavam a 7 e iam até aos dias 14; e os idos, que iam dos dias 14 até aos fins de cada mês do ano. Por exemplo, o dia 3 de Maio era para o calendário romano o terceiro dia das calendas desse mês; ou o quarto dia antes das nonas desse mesmo mês; ou o 11.º dia antes dos idos ainda do mesmo mês.


 Cerca de 715 a.C., Numa Pompílio sucede a Rómulo, tornando-se no segundo rei de Roma (até 672 a.C.). Ao analisar o calendário (ler comentários em Rómulo e Remo e Numa Pompílio), Numa apercebe-se que aquele estava atrasado relativamente ao ano trópico. Novos cálculos demonstraram, então, que o ano conteria realmente cerca de 12 lunações – mais duas do que anteriormente admitido – correspondente a 354 dias. Mantendo a nomenclatura dos meses, por esta apresentar um aspecto muito prático, Numa Pompílio defendeu o acréscimo de mais dois meses ao calendário em vigor, Januarius e Februarius. Como era extremamente religioso, todas as regras decretadas por Numa Pompílio tinham uma forte subjectividade de índole religiosa, com relevância especial ao deus Janus (este étimo deriva de janua que significa porta, entrada ou passagem). O deus Jano era considerado o protector de qualquer "abertura", fosse ela concreta ou abstracta. Ele é representado com duas caras opostas, uma à frente e outra atrás.


 Assim, decretou que o ano se iniciaria com o mês Januarius (Janeiro; colocado antes de Março), e finalizaria com Februarius (Fevereiro; colocado após Dezembro)! Januarius, deriva do deus Jano. Februarius deriva de Februo, deus dos mortos. Outros historiadores indicam, porém, a derivação de februare, purificar.

 Facilmente se entende a ideia que ambos os meses indiciam: o ano velho morre no último mês, tempo em que cada um terá de se purificar (Fevereiro), a fim de poder entrar pela passagem (Janeiro) do novo ano.

 Curiosamente, a Fevereiro foram atribuídos apenas 23 dias. Em sucessivos anos, a extensão deste ano civil foi sendo alterada, conforme os caprichos da população, por esta se aperceber de algum assincronismo com o ano trópico. Também se relatam "interesses obscuros" em prolongar o ano civil. Sempre que havia necessidade de o alterar, faziam-no, tradicionalmente, após o 23 de Fevereiro (ou seja, no fim do ano). Tanto eram introduzidos apenas alguns dias, como meses inteiros, os denominados meses intercalares. Esse dia, 23 de Fevereiro, adquiriu tal importância que se manteve até aos dias actuais — repare-se no caso do ano bissexto

 Numa Pompílio alterou também a duração de cada mês. Aparentemente, os números pares eram fatídicos e apresentavam uma simbologia mortal. Em oposição, os números ímpares agradavam consideravelmente aos deuses. Assim, Janeiro passou a ter 29 dias, e os restantes passariam a ter 29 ou 31 dias - os de 30 dias passavam a ter menos um!


 Em 46 a.C., Caio Júlio César, triúnviro de Roma, foi nomeado Chefe do Colégio dos Pontífices — instituição responsável pela estruturação dos calendários. Actuando igualmente através do Tribunal dos Decênviros – instituição que decidia sobre as Leis e Regras da Sociedade Romana – introduziu o Calendário Juliano, um calendário mais fiel ao ano trópico, com novas regras. Os meses de 29 dias passavam agora a ter, novamente, 30 dias. Fevereiro, que por 450 a.C. fora posto entre Janeiro e Março, passava a ter 29 dias em anos regulares, e 30 dias nos anos bissextos! O novo ano civil (com 365,25 dias) estava finalmente sincronizado com o ano trópico. Este calendário (luni-solar) foi promulgado pelo decreto De Astris, substituindo o antigo calendário lunar romano do rei Numa Pompílio. (Quem realmente o desenvolveu foi um estudante de Astronomia graduado — Sosígenes — mas César impôs o seu nome).

 Foi nesse mesmo ano de 46 a.C. que Júlio César se prepara para introduzir a sua reforma do calendário. Aparentemente no intuito de sincronizar o calendário juliano com o tropical no ponto vernal (equinócio da Primavera), prolonga o ano com mais 80 dias. Foi o Annus Confusionus – o ano da confusão, com 445 dias!

 Um ano após a reforma, é decidido homenagear Júlio César no seu próprio calendário, por ter efectuado aquela reforma. Então, alteraram o nome do agora sétimo mês, Quintilius, para um mais conhecido, Julius - Julho, para que Júlio César nunca mais fosse esquecido. (A razão da escolha deste mês incide, aparentemente, sobre a sua data de nascimento: César terá nascido neste mês.)

 Durante os reinados seguintes, o último dia de cada mês foi sendo arrastado para os meses vizinhos, consoante as opiniões em voga!

 Augustus Caesar (Augusto César – sucessor de Júlio César) introduziu a última alteração oficial que se manteve até aos nossos dias. Orgulhoso como era, e tendo obtido com sucesso grandes feitos para a sociedade romana, escolheu outro mês como homenagem a si mesmo, numa acção similar a Júlio César! O mês indiciado foi o sucessor de Julho, Sextilis, e alterou-o para Augustus - Agosto. Mas este mês só tinha 30 dias; sendo da opinião que ele próprio não era inferior a Júlio César, retirou um dia ao "tradicional" mês de Fevereiro, colocando-o no mês de Agosto, ficando este então com 31. O mês de Fevereiro estabilizou finalmente, com apenas 28 dias em anos regulares, e 29 dias em anos bissextos!

  Infelizmente, a sua grandiosidade não foi suficiente para acabar com a proliferação de erros que continuamente se cometiam no calendário. Somente após o ano 8 d.C. foi atingido o fim desse caos, a partir do qual se atingiu a estabilização definitiva do mesmo (até ao aparecimento do calendário Gregoriano)!

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OCTAVIUS AUGUSTUS

(Caivs Ivlivs Caesar Octavivs Avgvstvs)

27 a.C. a 14 d.C.

 Gaius Julius Caesar Octavianus (63 a.C.-14 d.C.), sobrinho-neto de Júlio César, cujo assassinato se encarregou de vingar, inauguraria, mercê do seu génio político e administrativo, uma época de esplendor e prosperidade no mundo antigo. Como Júlio César, viria a fazer parte, logo após a sua morte, do panteão dos deuses de Roma.

 Seu pai, Caius Octavius, foi edil e pretor em Roma e, mais tarde, procônsul na Macedónia. A mãe, Ácia, era sobrinha de Júlio César, e este, interessando-se pela carreira do sobrinho-neto, deu-lhe educação aprimorada e o adoptou como filho em testamento. O herdeiro, que mais tarde seria conhecido como Augusto, mudou o seu nome para Caio Júlio César Octávio. Com tal patrocínio, a carreira política de Augusto foi fulgurante desde o início.

 A 15 de Março do ano 44 a.C., Júlio César foi assassinado por um grupo de senadores republicanos que desejavam devolver o poder ao Senado.

 No entanto, os assassinos de César não conseguiram restaurar a República, pois Marco António e Lépido, legados militares do falecido, controlavam o exército, e graças a esse facto puderam arrebatar o poder e submeter o Senado. De imediato, Marco António marchou com as suas tropas contra os assassinos de César, enfrentando o exército dos republicanos em Módena. O resultado da batalha manteve-se incerto, até ao ponto de os republicanos parecerem estar quase a vencer quando foram derrotados pelo jovem Octávio, com um exército recrutado com o seu próprio dinheiro.

 Dois cônsules tinham morrido em combate e Octávio reclamou um dos lugares vagos (a que não tinha direito, dada sua pouca idade).; quando o Senado lho negou, marchou com os seus soldados até Roma e obrigou os senadores conceder-lhe não só o consulado, mas também poderes excepcionais, assim como o imperium, isto é, o comando militar, em 19 de Agosto de 43 a.C.. Ainda em 43, sob o pretexto de restaurar a República, impôs o segundo triunvirato de cinco anos – o primeiro tinha sido César, Pompeu e Crasso, ao qual presidiu na companhia de Marco António e Lépido, os dois antigos tribunos de César, tendo os três homens dividido entre si o governo do território do império. O triunvirato duraria oficialmente dez anos, mas a influência real de Lépido – nomeado para o cargo de Sumo Pontífice, apagar-se-ia antes do termo desse período.

 Deste modo se tornava evidente a disputa entre Augusto, com o governo do Ocidente, e Marco António, com o do Oriente, pelo domínio de Roma. Em 31 a. C., Augusto declara guerra a Cleópatra, a quem o seu adversário se aliara. Com a conquista do Egipto no ano seguinte, Marco António e a rainha suicidar-se-iam.

 A partir de então, sem rivais a enfrentar, Augusto funda o Império Romano e pôde começar, com um talento político e organizativo ímpar, a dispor de novo as estruturas do império de tal modo que garantia para si o controlo efectivo dos poderes essenciais ao mesmo tempo que mantinha as instituições republicanas. A chave do seu poder residiu num exército fiel, capaz de fortalecer o Estado, ainda que este recurso tenha acabado por gerar um regime militarista. Augusto, formalmente, nunca se proclamou imperador. Assim, durante largos anos ostentou apenas os títulos de cônsul e tribuno, não havendo, contudo, dúvidas de que o seu poder era virtualmente ilimitado. Mais tarde assumiria também a direcção do culto religioso romano. O senado concedeu a Octávio o título de «Augustus» em 16 de Janeiro de 27 a.C., cognome religioso que consagrava sua missão como divina

 Enquanto os seus generais iam alargando os limites territoriais do império, sobretudo no continente europeu, Augusto consolidava o poder central e organizava a administração no que dizia respeito ao emprego de funcionários, à cobrança de impostos, à emissão de moeda e à manutenção da ordem pela frota e pelas legiões de Roma. Desta forma, o exercício do poder absoluto por Augusto coincidiria com uma época de paz e estabilidade interna no império (a chamada pax romana), época bem diferente do período conturbado das guerras civis que a precederam. Época áurea do império em vista da ordem social estabelecida e da extensão territorial alcançada, foi também notável pelas grandes obras realizadas (inúmeros templos foram erigidos, fez-se uma extraordinária rede de estradas) e pelas suas manifestações culturais, sobretudo no campo da literatura, em que se distinguiram autores como Virgílio, Horácio e Tito Lívio.
 Morre a 19 de Agosto (Augustus em latim) em Nola, aos 76 anos.

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A Guerra Civil

04.10.05
 Octávio, que recebera o título de princeps, era a personagem com mais prerrogativas da urbe e fomentava as intrigas contra Marco António, acusando-o de pretender impor a Roma uma monarquia oriental com capital em Alexandria. Na Primavera do ano 32 a.C., Marco António enviou uma carta ao Senado propondo-lhe restaurar a República e jubilar os que detinham o poder. Octávio reagiu afirmando que se tratava de uma manobra de Cleópatra e declarou-lhe guerra. A 2 de Setembro de 31 a.C., na antiga Grécia, perto do promontório de Áccio - consagrado a Apolo -, à entrada do Golfo de Arta as frotas de ambos defrontaram-se, onde venceram os barcos de Octávio, comandados como sempre por Agripa.

 Os derrotados refugiaram-se em Alexandria na esperança de poder combater o seu adversário mais tarde no Egipto ou na Síria. Octávio entreteve-se a subjugar os rebeldes da Grécia e da Itália e a isolar diplomaticamente Marco António. Só uma vez conseguidos estes objectivos se encaminhou para o Egipto. Ao desembarcar, foi atacado pelo inimigo, mas conseguiu cercar a cidade, cujos defensores se renderam. Marco António suicida-se em Julho e Cleópatra em Agosto, data em que Octávio se apodera do Egipto. Octávio acolheu os seus dois filhos como se fossem dele, mas mandou assassinar Cesário, pois como filho de César podia disputar-lhe a herança.

 Deste modo, Octávio apoderou-se de todos os territórios romanos, mas a sua propaganda contra Marco António estimulara os sentimentos antimonárquicos do povo. Não podia proclamar-se rei e não o fez, limitando-se a acumular poder e títulos: o ímperium, do comando militar, o princeps, como principal cidadão, e a tribuna potestas, para propor e vetar leis, passando a ser Augustus, termo derivado do vocabulário religioso; assumiu também o comando das províncias com guarnição militar, enquanto o Senado governava as restantes.

 Desde o ano 27 a.C. que a maior parte do poder político, militar e financeiro de Roma se encontrava nas suas mãos, e quando no ano 12 d.C. Lépido morreu, Augusto sucedeu-lhe como pontífice máximo; finalmente, no ano 2 a.C., o Senado nomeou-o pater patriae


Tapete dedicado à Batalha de Actium.

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