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Os Romanos criaram a festa que originou o carnaval

 Festas romanas celebradas em honra a Baco. Embora não fossem iguais em todas as regiões, identificavam-se sempre pelo carácter orgíaco e pela presença de mulheres tomadas de delírio.

186 a.C. - O Senado Romano reprime os bacanais, festas em homenagem a Baco, o Dionísio dos Romanos, pois geram desordens e escândalo

 Na Roma antiga as festas mais importantes eram as saturnais e as bacanais, que nos influenciaram.

 A história registra uma série de festas e celebrações de características carnavalescas entre os mais variados povos. Tudo era pretexto para comemorações: a abertura do ano agrícola, a fecundidade, a colheita, os mortos, os deuses. Na Europa, de onde veio grande parte das tradições brasileiras, as festas mais importantes eram as saturnais e as bacanais dos romanos.

 As primeiras comemoravam a entrada da primavera e as outras eram realizadas em honra a Baco, deus do vinho e do delírio místico. Nenhuma dessas festas, porém, tinha ordem cronológica. As datas variavam de região para região.

 Havia dois tipos de bacanais: as festas religiosas celebradas em época certa, em homenagem a Baco, que o mesmo deus celebrava perpetuamente, e as festas ou orgias do culto dionisíaco, famosas na história de Roma, em virtude da proibição com que as suspendeu o Senado, no ano 186, a.C.

 Um minucioso relato do historiador Tito Lívio e o texto do "Senatus Consultus de Bacchanalibus", conservado numa prancha de bronze, permitem conhecer com exactidão a história das bacanais romanas e os motivos que determinam a rigorosa medida do Estado contra eles. Um grego, de baixa condição, espécie de sacerdote e adivinho ambulante, foi quem introduziu na Etrúria as práticas religiosas do culto a Baco, que até então só era conhecido na Magna Grécia. O culto se celebra durante a noite, admitindo-se homens e mulheres indistintamente, e essa promiscuidade, unida ao furor báquico, foi que deu origem a todos os excessos de libertinagem.

 Denuncias caluniosas, testamentos falsos, envenenamento, desaparecimento de homens e mulheres eram sempre o saldo das festas orgíacas. Foi da Etrúria que os mistérios dionisíacos chegaram a Roma, levados pela sacerdotisa Paculla Annia. No princípio, eram festas nocturnas, assistidas apenas por mulheres, Paculla instaurou a promiscuidade, fazendo a festa cinco vezes por mês, na qual homens e mulheres se entregavam a todos os excessos do vinho e do amor, possuídos do furor sagrado de Baco. A orgia era em ambiente privativo dos iniciados, e seus participantes tinham o dever de guardar segredo sobre as práticas a que se entregavam.

 O segredo dos mistérios báquicos durou muito tempo, até ser revelado pela amante do cavaleiro Esbutius, a liberta Hispalia Fescénia, de cujo nome vem a palavra fescenino. Antiga participante do bacanal, Fescénia revelou ao amante, desejoso de iniciar-se também, os mistérios orgíacos. Horrorizado, Esbutius, denunciou tudo ao cônsul Postumius, a quem Fescénia, embora temendo a cólera dos deuses e dos irmãos de seita, contou tudo o que sabia. O lugar da reunião era o bosque sagrado de Simila, perto de Roma. Tito Lívio faz o relatório desse depoimento.

 Os homens, possuídos de delírio, profetizavam, entre fanáticas contorções. As mulheres, vestidas de bacantes, com os cabelos soltos, lançavam tochas ardentes no Tibre. O mais alto grau da perfeição báquica era não considerar nada vedado pela moral. Os tímidos e os envergonhados, que se negavam a acompanhar os demais, eram sacrificados. O número de iniciados era tão considerável, que constituía um segundo povo, figurando entre eles mulheres e homens da mais alta sociedade. Em certa época, os iniciados passaram a exigir a idade mínima de vinte anos para os novos sócios.

 O inquérito feito por Postumius e levado ao Senado romano indicou que passava de sete mil o número de iniciados, sendo a maioria de mulheres. Tomaram-se medidas de grande rigor, diante das investigações que comprovaram a denúncia de Fescénia.

 As bacanais foram proibidas, sob as mais severas penalidades, como atentatórias à segurança do Estado. Figuravam entre as penas cominadas, a pena capital, sendo interditadas as festas não apenas em Roma, mas também em toda a Itália. Todas as províncias foram proibidas de celebrar bacanais. Mas a decisão não era drástica: quem quisesse promover um bacanal, tinha que ir a Roma, fazer uma declaração prévia ao pretor da cidade e aguardar a permissão do Senado, que devia ser dada em sessão com a presença de pelo menos 100 senadores. Além disso, não se permitia mais nenhuma bacanal com mais de cinco pessoas; dois homens e três mulheres.

 Mas apesar de todas essas providências oficiais de repressão, os devotos continuavam celebrando os ritos de Baco em bacanais mais ou menos clandestinas.

 E era tão grande o número de adeptos dessas orgias religiosas, que, no ano de 184 (a.C.), em Tarento, e em 181, na Apúlia, o povo promoveu uma rebelião para restaurar o direito de celebrar as bacanais. Há uma sátira de Varro, segundo a qual as bacanais se faziam em Roma sob disfarçada clandestinidade, enquanto no resto do Império havia uma razoável tolerância. De qualquer forma, nunca deixou de existir a festa pública celebrada todos os anos a 16 de março, chamada Liberalia.

 Liber era também o nome latino de Baco. Por fim, é interessante notar que o nome de bacantes, depois estendidos também aos homens, era inicialmente reservado às mulheres que se entregavam ao culto orgiástico do deus. Além disso, vale a pena lembrar que as bacantes eram senhoras da melhor origem patrícia, escolhidas entre elas as de mais ilibada reputação, pois as práticas da orgia religiosa constituíam não uma imoralidade, mas um acto de comunhão com a divindade.

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 Quanto mais o Império crescia, mais alto terão as mulheres romanas erguido a cabeça, graças aos extravagantes estilos de penteados que a moda ditava.

 Com o desenvolvimento da sociedade romana os penteados sofreram vários estilos desde a república original até a cabeça da senhora fina do período flaviano (finais do século I d.C.), encimada por um colosso de caracóis, meticulosamente penteados.


 A maquilhagem podia ser igualmente elaborada, com uma base de lanolina, a gordura extraída da lã virgem, por sobre a qual eram cuidadosamente colocadas camadas de vermelho-terra ou esbranquiçado carbonato de chumbo ou cré.

 Antimónio escuro era aplicado como uma máscara em torno dos olhos, e eram usados hematite e outros minerais como enchimento, para proporcionar um brilho multicor.



 A austeridade exigida pela tradição romana fez com que os vestidos tivessem sobrevivido, em especial as graciosas linhas da sua stola (vestido). Mas na beleza das romanas não ficaria bem se não usassem uma grande quantidade de joalharia sumptuosa – diademas, brincos, braceletes, pulseiras de tornozelo (tal como hoje) e anéis –, bem como um pallium (casaco de passeio) colorido. Com um penteado que por si só constituía uma obra de arte, e todo aquele ouro e jóias a mulher romana rica, era uma boa montra da riqueza da família.



«Dicas» de Beleza de Plínio

 Leite de burra faz a pele resplandecer de juventude, notou o historiador (e esteticista amador) Plínio o Velho (há também Plínio o jovem): as mulheres saudáveis devem banhar-se nele «até sete vezes por dia». Tratamento para sinais, incluíam a aplicação de placenta de vaca (ainda quente), ou uma mistura feita de genitais de vitela dissolvida em vinagre com enxofre. A suposta auto-indulgência e narcisismo das mulheres romanas ricas, está ligado, segundo observadores, ao posterior declínio do Império. Mas a realidade é que as mulheres ricas se tinham preocupado em cultivar uma aparência sedutora desde sempre para o melhor e para o pior. Roma foi sempre uma sociedade com uma grande preocupação e estatuto.

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  Quem tinha direito ao casamento? Um olhar sobre a sociedade romana – e a documentação jurídica disponível – permitem algumas conclusões:

  - ESCRAVOS: até ao séc. III, estava-lhes proibida a instituição do casamento. Os mais privilegiados (escravos de confiança, que eram administradores dos seus amos ou os escravos do imperador funcionários desse tempo...), tinham, de forma estável, uma CONCUBINA exclusiva.

  - HOMENS LIVRES: constituíam cerca de 5 a 6 milhões na Itália romana e podiam ser fruto:
a) de núpcias legítimas de um cidadão livre com uma cidadã.
b) bastardos nascidos de uma cidadã.
c) escravos libertos.

  Tinham, todos, direito à instituição cívica do casamento.

  Casar, neste período a que nos reportamos, era, em Roma, um acto privado, não sancionado por nenhum poder público. Era um acto NÃO ESCRITO: não há contrato de casamento, mas apenas contrato de dote, quando este existe. Era, também, um ACTO INFORMAL: nenhum gesto simbólico era de rigor, algo similar ao que corresponde actualmente o noivado.

  Sendo um acto não escrito e informal, não deixava, contudo, de ser uma instituição DE FACTO, tendo, por isso, efeitos DE DIREITO:
- As crianças nascidas dessa união eram legítimas; tomam o nome do pai e continuam a linhagem. Por morte do pai, sucedem-lhe na propriedade do património, se ele não as tiver deserdado.

  Resta a pergunta: porque casavam os Romanos?

  Para desposar um dote – era um dos meios legítimos de enriquecer; e para terem descendentes legítimos, que recebessem a herança e perpetuassem o núcleo de cidadãos.

  Os casamentos eram arranjados pelas famílias, tendo principalmente em vista as fortunas das famílias e as ligações de sangue. A noção de amor romântico não era desconhecida, mas não era considerada como base para o casamento. No entanto, a vida conjugal não era propriamente desprovida de satisfação: o amor entre marido e mulher terá crescido gradualmente. «Não imaginas as saudades que tenho de ti», escreveu o historiador Plínio, o Novo, a sua mulher Calpúrnia, em princípios do século II d. C. «Gosto muito de ti, não estamos habituados a estar longe um do outro. Fico acordado a noite a pensar em ti. Só me liberto deste martírio quando estou no tribunal e a consumir-me com os processos judiciais dos meus amigos».

  Quando se considerava que o casamento não era satisfatório podiam eles próprios recorrer aos tribunais: o divórcio era livre – para as mulheres, cada vez mais, bem como para os homens. No entanto, o equilíbrio de poder entre marido e mulher pode não ter sido tão desigual como parece. Consciente do seu valor como mercadoria de troca, a mulher de alto nascimento podia manter a cabeça bem erguida.

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A Mulher Romana

05.02.06

  «Se pudéssemos viver sem elas, sem dúvida omnes ea molestia careremus; mas uma vez que os deuses decidiram que não se pode viver sem elas, nem com elas conviver racionalmente, não nos resta senão fechar os olhos e pensar no bem do Império.»

Catão

 A importância da mulher romana na sociedade era muito mais importante do que as considerações de Catão fazem prever.

 "Os ténues vestígios que elas nos deixam provêm não tanto delas próprias (...) como do olhar dos homens que governam a cidade, constroem a sua memória e gerem os seus arquivos. "

Georges Duby

 Os recenseamentos omitem as mulheres. Em Roma só são contabilizadas se forem herdeiras. Só no séc. III d.C, Diocleciano, por razões fiscais, ordena o seu numerando. Havendo poucas informações concretas, restam as imagens e os discursos. Por isso, citando o mesmo autor, o que vemos "não é tanto a realidade das relações entre os sexos, como a perspectiva do olhar masculino que as construiu e que preside à sua representação ".Marguerite Yourcenar, no caderno de apontamentos desse belíssimo livro que se chama "As Memórias de Adriano", comenta: "uma mulher que se conta a si própria será imediatamente acusada de deixar de ser mulher"... Arredadas da vida pública, resta-nos indagar os vestígios no domínio do privado.

 A família romana típica era uma tirania em pequena escala. 0 paterfamilias (pai da família) tinha poder de vida e de morte sobre os seus próprios filhos. A sua mulher ficava em casa, a fiar e a tecer, e a servir o seu marido. No entanto, a realidade podia ser bem diferente. Estando o marido frequentemente fora, na guerra, a mulher romana das classes mais altas era uma rainha no seu reino doméstico – e gozava de muito mais autonomia do que as mulheres da Grécia Clássica.

 A democracia ateniense nunca incluiu as mulheres: normas opressivas confinavam as mulheres e filhas, mesmo das classes mais altas, às suas casas. As mulheres romanas, se bem que politicamente sem poder, tinham urna considerável liberdade pessoal e politica; podiam ir aos banhos com as amigas, ou ao teatro e aos jogos.

 A matrona romana estava presente na vida pública, dirigia a família com competência e gozava de respeito e consideração até nas conversas de tema cultural. As raparigas patrícias cresciam ao lado dos rapazes e eram educadas na arte, na música e na dança e só no início da puberdade eram separados. Enquanto eles eram preparados para os estudos e as armas, as mulheres aprendiam a dirigir a casa: vigiar os escravos, tecer, fiar, administrar o orçamento familiar. O matrimónio dava-se em idade muito jovem, mas com ele a matrona conquistava independência e autoridade.

 As mulheres romanas, como as de hoje, tinham um estilo de vida consoante a riqueza da família. Enquanto umas ostentavam diademas, brincos, braceletes, pulseiras de tornozelo e anéis, as pobres ou escravas trabalhavam como costureiras, lavadeiras, cozinheiras, parteiras, amas-secas, curandeiras actrizes e dançarinas – ou servirem na enorme indústria do sexo do Império. Astianax e Elefantina, duas cortesãs de alto nascimento, segundo as crónicas, dizem terem sido autoras de um popular trabalho de pornografia.

 Várias mulheres patrícias escreveram obras sérias: as memórias da mãe de Nero, Agripina, são referidas por Tácito, e no século I d.C., Pânfila de Epidauro escreveu livros sobre quase todos os ramos do antigo conhecimento. Nos campos da Pintura, na Filosofia e na Medicina as mulheres fizeram-se notar com importantes trabalhos nestas áreas.

 Em 42 a.C., quando o Primeiro Triunvirato tentou aplicar uma taxa especial às matronas romanas, uma mulher, Hortênsia, invadiu a câmara conciliar (onde as mulheres não podiam entrar) e, dirigindo-se aos funcionários reunidos, falou com tanta paixão e eloquência que conseguiu o que queria e a taxa foi anulada.

 Muitas mulheres ficaram na história de Roma como Júlia, filha de Júlio César, Lívia esposa de Augustus, a suave Octávia, a dissoluta Messalina, a imperial Gala Placidia e tantas outras que marcaram uma época de esplendor como foi a do Império Romano.

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