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Milreu

05.07.11


Marius já tinha visitado Abicada (Alvor) e Cerro da Vila (Vilamoura – Quarteira) e estando de novo, em férias, na zona sul de Portugal, lembrou-se que um dia um amigo lhe tinha dito que havia umas ruínas romanas num local chamado Milreu. Visto o mapa pareceu-lhe que esta localidade estava perto de Olhão e daí ter-se dirigido para essa zona. Foi uma aventura. Nem César com as suas legiões deve ter demorado tanto a chegar à Gália como Marius demorou a chegar a Milreu. Informações contraditórias e horas perdidas sem dar com o buraco da agulha. Já sem norte pára perto de uma bomba de gasolina em Olhão ao avistar um sujeito sentado numa cadeirinha na berma da estrada e pergunta-lhe se conhecia Milreu. Pelas perguntas sucessivas verifica Marius que dali não virá nada pois o homem já tinha os ouvidos endurecidos pelo tempo. Passa um outro e a pergunta faz-se, se sabia onde ficava Milreu. O homem refere as ruínas e Marius respira de alívio, até que enfim que alguém conhece o local. Mas eis que ele faz a pergunta ao que estava sentado sobre Milreu e à pergunta a resposta é feita em pergunta:

- Quem foi que morreu?

Tirem-me deste filme!

Mais uma indicação errada e só depois em Faro (nem sei como lá fui parar) é que nos Bombeiros veio a indicação correta. Na localidade Coiro da Burra, vira-se em direção a Estói e aparece Milreu. Mas já estava fechado (fecha das 13 às 14). Um azar nunca vem só!


Milreu

Com uma apresentação de entrada ao mesmo nível da das ruínas de Cardílio o que dá um certo ar de cuidado que o IPPAR tem feito para dar a conhecer estas ruínas (pena não ter tido o mesmo cuidado na Abicada que pode-se dar como perdida para sempre pois está completamente abandonada e já pouco lá resta) esta villa rustica ainda tem muito para ver.

O peristrilo (peristylium) com colunas, ginásio (gynmnasium), vestiários (apodyterium), termas com águas tépidas (tepidarium), quentes (caldarium) e frias (na banheira do frigidarium podem-se ver mosaicos representando peixes).


O edifício religioso é imponente.


Foi aproveitado para igreja cristã a partir do século VI e tal como nas ruínas de ‘Torre de Palma’, existe um baptisfério de forma retangular e também um cemitério com um pequeno mausoléu.

Esta villa sofreu várias melhorias durante séculos e no século XVI foi construída uma casa tipicamente algarvia sobre as ruínas romanas.

ruínas no interior da casa

No pequeno museu, à entrada, pode-se ver os bustos de Agripina Minor (século I d.c.. Filha de Germânico e Agripina Major, foi bisneta do Imperador César Augusto, irmã de Calígula e cunhada de Tibério. Mais tarde tornou-se imperatriz através do seu casamento com Cláudio, que também era seu tio), de uma dama romana que se presume ser familiar de um dos ricos proprietários, do Imperador Adriano (século II d.c.) e o Imperador Galieno (século III d.c.).

Imperador Adriano


Estas ruínas foram classificadas como Monumento Nacional em 1910.

Vídeo e Fotos: Marius70

Mais Informações: IPPAR
(clicar)

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