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 Questionado por Pilatos, Jesus poderia ter dito "não" e seria, certamente, libertado. Mas ele não disse nada, o que provocou o espanto do juiz.

 Jesus teve um processo justo? Do ponto de vista estrito do direito romano, não há nenhuma ressalva a fazer sobre a forma como a audiência transcorreu.

 Esclarecimento sobre os actores do drama.

  Como foi referido anteriormente, no Direito romano, um processo é uma peça modesta encenada por três actores apenas: o acusador, o acusado e o juiz.

  No caso de Jesus, o acusador é, de fato, uma colectividades, que constitui uma pessoa moral, "os grão-sacerdotes e os anciãos do povo" (Mateus, 26, 3). Essas personagens são cortejadas pelo Estado romano que apoia sempre e em toda parte os notáveis, mas, ao mesmo tempo, desprezados porque são judeus, isto é, pertencem a um povo vencido.

 O acusado, Jesus, pertence à categoria dos "peregrinos": homem livre, ele não possui cidadania romana. Para os romanos, ele não passa de um vagabundo judeu, o que o torna duplamente indigno porque não exerce nenhuma profissão e é – de resto, como seus adversários - descendente de vencidos.

 O juiz chama-se Pôncio Pilatos. Essa personagem histórica, bem conhecido aliás, exerce a função de governador da Judeia: encontrou-se uma inscrição mencionando seu nome na construção de um santuário em homenagem ao imperador Tibério (14-37 d.C.). Recrutado entre os cavaleiros, ele é mais versado na arte da guerra e das finanças do que nos assuntos de justiça. Além disso, para tomar suas decisões ele é assistido por um conselho formado de especialistas que não aparece nos Evangelhos seja porque o julgamento não é difícil de sentenciar, seja porque essa instância não desempenhou um grande papel nesse caso.

 Testemunhas podem ser intimadas; elas constituem, na verdade, o coro dessa tragédia.

 O processo de Jesus é, a esse respeito, muito interessante. Os grão-sacerdotes e os anciãos do povo queriam arrastá-lo para o tribunal do governador. Era preciso primeiro encontrá-lo e foi aí que Judas interveio: por trinta denários, prometeu entregá-lo a eles. Disse-lhes que Jesus se retirara para o jardim de Gethsemani e o indicou para seus contratadores. Esses enviaram seus homens para prendê-lo:

 "Falava ainda, quando chegou Judas, um dos doze, e, com ele, uma grande turba, com espadas e bastões, mandada pelos grão-sacerdotes e pelos anciãos do povo" (Mateus, 26, 47). Um de seus amigos tenta defendê-lo e fere um dos atacantes. Mas Jesus se recusa a ser socorrido por meio da violência: "Aquele que empunhar a espada, perecerá pela espada." Todo esse processo está conforme com o direito romano. Em alguns casos, os magistrados municipais enviavam seus escravos, por exemplo, para prender um homem que estivesse fazendo escândalo numa taverna ou, então, recorriam a milícias locais, a associações de filhos de ricos, os “juvenes”, que ajudam voluntariamente na manutenção da ordem. Em situações excepcionais, o exército intervinha. Para os soldados se mexerem, era preciso que bandidos estivessem submetendo uma região Nesse caso, a intervenção se caracterizava por sua brevidade e dureza. Mas cada governador possuía uma guarda de honra que lhe permitia, em caso de necessidade, garantir as funções de polícia.





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1 comentário

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De Anónimo a 19.08.2008 às 05:54

Marius70, mais uma lição de história do Império Romano aqui recebi! Obrigado por isso. No entanto, espero que esse teu "Muito Obrigado" não seja uma despedida mas apenas um "sinal" de mudança de casa, para outra plataforma!!! Porque já disse e volto a referi-lo: a feitura deste blog para além de estar genuinamente bem feito é uma peça fundamental na área da blogosfera. Um abraço. Enviado por soslayo em abril 13, 2006 05:29 PM

E foi justo o julgamento? Acho que terá sido por ventura dos mais justos registados (na verdade, dos mais justos sobre os quais se escreveu, uma vez que os 4 relatos existentes - de entre os 30 existentes e chamados apócrifos - divergem em pequenos ou grandes pormenores em muitas coisas). Jesus teve o julgamento que quis (segundo os 4 relatos era sua intenção morrer para remissão dos pecados da Humanidade. Pena é que não deu muito resultado: quantos pecados não foram cometidos depois e até em nome do seu «gesto»?), os Romanos tiveram o julgamento que quiseram, livrando-se de um pequeno agitador das ruas de Jerusalém e as autoridades judaicas tiveram o julgamento que quiseram, livrando-se de um herege que informava que eles estavam errados. Tendo isto em conta, foi dos poucos julgamentos em que todos obtiveram o que queriam... Enviado por Mauro em abril 24, 2006 09:22 PM

se Jesus se sacrifcou em nome dahumanidade ninguem da valor ao Seu sacrificio Enviado por tron em agosto 5, 2006 04:12 PM

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