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Commodus

20.05.08
Commodus
(Lvcivs Aelivs Avrelivs Commodvs - Marcvs Avrelivs Commodvs Antoninvs)
Imperador – 180 a 192 d.C.

Cómodo




  O mimado Commodus, nasceu em 31 de Agosto de 161 d. C. em Lanuvium perto de Roma, era filho de Marco Aurélio e Faustina. É feito César pelo seu pai com apenas 5 anos (166) e em 177 é feito Augusto, tal e qual seu pai Marco Aurélio. Desde 178 até 180 participa nas guerras do Danúbio ao lado do pai. Torna-se único imperador com a morte de Marco Aurélio em 180. Retira de todos os territórios conquistados aos Quadi e aos Marcomanni, fazendo acordos com estes povos, que os humilharam e deixaram a sua capacidade bélica, praticamente inofensiva para Roma. Para que isto fosse possível, as vitórias brilhantes alcançadas por Marco Aurélio foram fundamentais. Condenou primeiro ao exílio e depois à morte a sua companheira Crispina. Em 182 descobre a 1ª conspiração para o matar, que é planeada pela sua irmã Annia Lucilla e pelo primo Marcus Ummidius Quadratus. Tanto Quadratus como Lucilla foram executados e, posteriormente, o prefeito do pretório Perénio e toda a família. Multiplicou os atentados àqueles que detinham um papel singular na vida civil e no governo, casos do Senado e das elites, excepção feita aos cristãos, demonstrando de igual modo um profundo aborrecimento e desconsideração pelo cargo que ocupava. Chegou a nomear em 189 vinte e cinco cônsules, sendo frequente os julgamentos nos tribunais serem resolvidos com dinheiro, vendendo igualmente cargos públicos, no governo e na magistratura.

  Commodus não ligava aos assuntos do Governo nem ao Império, pelo que a sua vida era uma festa constante, com um harém de 300 raparigas e 300 rapazes. Durante o seu período como imperador teve, contudo, o bom senso de escolher para as províncias e para o exército indivíduos com capacidades de administração, bem como o cuidado em atender as solicitações dos mais oprimidos, como o caso dos colonos africanos.

  A sua personalidade era singular. Tinha uma predilecção de gladiador (Cómodo teria sido concebido depois da sua mãe, Faustina, se ter apaixonado por um gladiador que vira ao longe. Marco Aurélio depois de consultar adivinhos, mandou matar o gladiador, Faustina terá banhado no seu sangue e deitaram-se a seguir. Faustina daria à luz Cómodo que, pelos vistos, teve mais do sangue do gladiador que do sémen do Imperador), auto denominando-se Hércules Romanus usando, à semelhança do seu herói, uma pele de leão e uma maça, sendo vaidoso, libertino e votado à loucura precoce. Nos seus últimos anos de vida Commodus costumava ir à arena e matava animais e gladiadores feridos. Segundo o historiador Cássio, ele matava sozinho na arena um tigre, um hipopótamo e um elefante. Cruel combateu 700 vezes no anfiteatro, o que chocava os Romanos, por saberem que o seu imperador se rebaixava ao nível de um escravo, como um gladiador. Convocava os senadores para o verem actuar na arena e teriam que o louvar: «Sois o senhor e sois o primeiro! De todos os homens afortunados, sois o vencedor!» Mesmo quando Cómodo cortou uma cabeça de avestruz e a levantou triunfante, os senadores e espectadores arrancavam folhas amargas das suas grinaldas e as mastigavam para não rebentarem em gargalhadas. Mais valia uma folha amarga que uma cabeça decepada.

  A loucura de Commodus, não podia continuar e, após diversos atentados, assim, a sua concubina preferida, Márcia, o Prefeito da Guarda Pretoriana Quintus Aemilius Laetus e o Conselheiro da Corte Eclectus armaram um plano para assassinar Commodus. Contrataram um gladiador chamado Narcissus para estrangular o Imperador na cama, o que viria a acontecer na noite de 31 de Dezembro de 192 (outra versão aponta para o dia 1 de Janeiro de 193). Roma estava finalmente livre da loucura de Commodus.


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Dedico este tema a ti meu pequeno amigo brasileiro de Manaus, Rodrigo Raposo, com muitos Parabéns pelo teu 12º aniversário, um grande abraço!

“A Grécia conquistada conquistou por sua vez seu selvagem vencedor e trouxe a civilização ao rude Lácio”

Horácio

  Mas se os romanos inicialmente foram influenciados pela cultura grega, rapidamente deixaram de o ser pela facilidade com que o povo latino se adaptava e assimilava os costumes de outras civilizações conforme o Império se ia alargando nas suas fronteiras.

  No século II a.c., o pater familias concede à mãe, a matrona romana, os direitos sobre a educação de seus filhos durante a primeira infância, gozando aquela de uma autoridade desconhecida na Civilização Grega. Essa influência terminava logo que as crianças saíam da meninice por volta dos 7 anos. Caberá a partir daí, ao pai a responsabilidade de proporcionar ao filho a educação cívica e moral que passava pela aprendizagem constantes nas Leis das XII Tábuas (já aqui tratado) símbolo da tradição Romana.

Instrução Primária (ludus litterarius)



  Se é certo que a iniciação da criança nos estudos fica a cargo de um preceptor particular (em especial nas famílias aristocráticas), por volta dos sete anos a criança é confiada a um Mestre Primário – o litterator, “aquele que ensina as letras”, também designado por primus magister, magister ludi, magister ludi literarii, ou, como viria a ser designado no século IV a.c., o institutor. O primus magister é, em Roma, mal remunerado e pouco conceituado na hierarquia social.



  As crianças romanas, caso fossem de famílias ricas, faziam-se acompanhar à escola por um escravo, designado segundo a terminologia grega por Paedagogus (pedagogo) . Este poderia, em determinadas circunstâncias, ascender ao papel de explicador ou até mesmo de mentor, arcando assim com a educação moral da criança. O Paedagogus conduzia o seu pequeno senhor à escola, designada por ludus litterarius, e aí permanecia até ao final da lição. O ensino é colectivo, as meninas também frequentavam a escola primária, embora para elas o preceptorado privado pareça ter sido a nota dominante.

  As famílias pobres entregavam os filhos a uma escola privada fundada por profissionais.

  Cabe ao Mestre providenciar as instalações. Este resguarda os seus alunos debaixo de um pequeno alpendre protegido por um toldo – pérgula - nas proximidades de um pórtico ou na varanda de alguma mansão aberta e acessível a todos.

  As aulas são ministradas ao ar livre, invadidos pelos ruídos da rua de que estavam separados por alguns panos de barraca – o velum.

  As crianças agrupam-se em torno do Mestre que pontifica da sua cadeira – a cathedra - colocada sobre um estrado. O mestre é muitas vezes assistido por um ajudante, o hypodidascales. Sentadas em bancos ou escabelos (bancos compridos) sem encosto, as crianças escrevem sobre os joelhos num quadro preto, tabuletas e alguns ábacos.

  A jornada escolar da criança romana tinha início ao alvorecer e durava até ao pôr-do-sol. As aulas apenas eram suspensas durante as festas religiosas, nas férias de Verão (dos finais de Julho a meados de Outubro) e também durante as nundinae que semanalmente se repetiam no mercado.

  A ambição do professor limitava-se a fazer os alunos a aprender a ler, escrever e contar, e como dispunha de muitos anos para o fazer não se preocupava em aperfeiçoar os métodos de ensino. O programa compreendia a escrita em duas línguas (latim e grego) em primeiro pelo nome e a ordem das letras, de A a X, antes mesmo de lhes conhecer a forma e depois agrupá-las em sílabas e palavras. Estes três tipos de aprendizagem constituem as categorias sucessivas do abecedarii, syllabarii e nomirarri. Antes de passar à redacção de textos era ensaiada a escrita de pequenas frases bem como máximas morais de um ou dois versos. No estudo da aritmética contavam as unidades com os dedos, no cálculo das dezenas, das centenas e dos milhares, mexendo pedrinhas ou calcuti nas linhas correspondentes dos ábacos.



  Associada à leitura e à escrita encontra-se a declamação. A criança é incentivada a memorizar pequenos textos à semelhança do que ocorria na Grécia.

  Os estudantes demasiados lentos na decifração dos textos que tinham que recitar, ou se revelavam desleixados na cópia dos de linhas de verso podiam sentir o castigo pelo primus magister que apoiava a sua autoridade na vara ou na férula (palmatória), instrumento a que recorre para infringir os castigos nas crianças. “Estender a mão à palmatória”, manum ferulae subducere, é na verdade para os Romanos sinónimo de estudar.



  Os alunos são agrupados em classes, de acordo com o seu rendimento escolar. Os melhores alunos colaboram com o primus magister ensinando aos colegas as letras e as sílabas. O titulos (designação latina para quadro preto) é também uma invenção romana. Consiste num rectângulo de cartão preto em torno do qual os alunos se agrupam de pé, ordeiramente.

  Ao meio-dia, os alunos eram acompanhados até casa, onde comiam pão, azeitonas, queijo, figos secos e oleaginosas.

  Sobre a influência de Quintiliano, primeiro professor pago pelo estado, no Império de Vespasiano, altera-se profundamente o ensino. Alerta para a necessidade de se identificarem os talentos das crianças e chama a atenção para a necessidade de reconhecer as diferenças individuais e de adoptar diferentes formas de procedimento perante elas. Recomendava que se ensinassem simultaneamente os nomes das letras e as suas formas, devendo a eventual imperícia do aluno ser corrigida obrigando-o a reproduzir as letras com o seu estilete na placa dos modelos, previamente gravada pelo professor. É contrário aos castigos físicos, e portanto ao uso da férula. Recomenda a emulação como incentivo para o estudo e sugere que o tempo escolar seja periodicamente interrompido por recreios, já que o descanso é, na sua opinião, favorável à aprendizagem.

Fontes consultadas:
«Quando Roma Dominava o Mundo, (da Verbo)», «Em Roma – no Apogeu do Império - Jêrome Carcopino - Edição Livros do Brasil», «O Ensino em Roma - Cristina Fulgêncio e Dulce Silvério», «Mercado de Trabalho Romano – Joana»


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  Em 169 o Império está à beira da catástrofe. Os Romanos haviam lutado contra os Partos, e quando a guerra terminou, os soldados trouxeram a peste para Roma, deixando o exército de rastos e a Itália a braços com uma grande epidemia. Aproveitando esta fraqueza, os Marcomanos, Quadi, Suevos e Vândalos lançam uma grande ofensiva a partir da República Checa. Este exército Germanico chega mesmo a lançar cerco à cidade de Aquileia e conquista a Panonia. Marco Aurélio irá assim passar o resto da sua vida em tendas militares, para expulsar os bárbaros.

  Em 172 a 12º Legião Fulminata, quase foi destruída, caso não tivesse chovido, impedindo os Quadi de dar o golpe final. A partir daqui a sorte da guerra muda, e um a um os aliados dos Marcomanos rendem-se, e os que ainda combatem são expulsos de novo para a Germania. Com um exército em grande parte contaminado pela praga, parece um milagre que Marco Aurélio tenha conseguido empurrar os Germanicos para fora dos limes outra vez. As guerras marcomanas duraram de 169 d.C.– 179/180 d.C. e acabaram com a vitória Romana. Foi uma das maiores guerras travadas pelo Império desde as Guerras Púnicas, e custaram caro (o próprio Marco Aurélio teve de vender a sua mobília para pagar aos soldados, evitando assim subir os impostos). Durante este período Marco Aurélio escreveu um dos mais famosos livros, Meditações, que reflectem bem o seu espírito estóico.




Maximus, personagem do filme «Gladiador», é o General que derrota definitivamente os Bárbaros na Germania.









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Marcus Aurelius

11.01.08
MARCUS AURELIUS
(Marcvs Aelivs Avrelivs Vervs)
Imperador - 161 a 180 d.C.

Marco Aurélio



  Chamado também Marco António, nasceu em Roma a 28 de Abril de 121. Filho de Annio Vero e Domicia Cavilla, cuja família remonta a Numa. À morte de seu pai, Adriano lhe dá o nome de Annio Veríssimo, e quando veste a toga viril aos quinze anos, Annio Vero. Este imperador, quando adopta Antonino pouco antes de morrer, faz com a condição de que Antonino adopte o nome de Marco Aurélio. Em consequência da adopção o jovem Annio Vero passa a formar parte da família Aurélia, a de Antonino e muda o nome para Aurélio. Antonino oferece a mão de sua filha Faustina quando ele era ainda muito jovem, casará com ela mais tarde, o designa cônsul em 139 e concede-lhe o titulo de César, mais tarde por proposta do Senado, ingressa no colégio de pontífices, o que é confirmado pelas moedas em que aparece com os atributos pontifícios e a legenda PIETAS AVG, com data do seu primeiro consulado. Tendo todas estas honras, Marco Aurélio seguiu levando a vida simples de sempre e prosseguiu com os estudos. Estudou literatura grega e latina, Retórica, Direito, Pintura e Filosofia. Filiado na escola dos filósofos «estóicos» retratou-se no seu livro «Pensamentos». No ano 146 é elevado ao título de Tribuno.



  Quando desaparece Antonino, em 161, Marco Aurélio designa Ceonio Cómodo seu irmão adoptivo para compartilhar o poder, dando-lhe o nome de Lúcio Aurélio Vero Cómodo. É um acontecimento que serve para dar amplas retribuições a soldados e oficiais. A concórdia existente entre ambos imperadores fica patente em numerosas moedas.

  Ao chegar Marco Aurélio ao poder, o rei dos Partos, Vologeses, declara guerra a Roma. Vero marcha para a Síria para combatê-lo e Marco Aurélio permanece na capital. Os romanos apoderam-se de várias cidades e penetram na Armenia e no país de Medea. Em 165, os Partos pedem a paz e cedem aos romanos a Adiabena e Mesopotâmia. Vero regressa a Roma no ano seguinte e os imperadores que já gozavam o título de "Arménio" por terem vencido Artejia, juntam os de "Médio", "Pártico" e "Muito Grande".Em 167, toda a classe de calamidades assola o império, fome, peste, guerra iminente com os Britanios, invasão dos Catios na Germania e Recia, mas com vigilância e constante firmeza Marco Aurélio resolve estes males e faz distribuições ao povo para o ajudar a suportar os rigores da fome.

  Segundo historiadores chineses, nesse mesmo ano mandou o imperador da China dois mensageiros com o objectivo de comerciar a seda. No ano 169, estala a guerra com os Marcomanios, conflito que inspira um tal terror que o imperador mandou vir sacerdotes de toda a Itália para celebrar um "Lectisternium" de sete dias. Ambos os imperadores partiram a comandar os exércitos romanos, mas Lúcio Vero morreu de doença no carro em que ia sentado com seu irmão. Marco Aurélio terminou a guerra com uma estrondosa vitória, jamais acontecida com o exército romano. Segundo conta Capitolin, derrotou o inimigo junto ao rio Danúbio em 172, façanha que aparece nas moedas. A Germania foi submetida no ano seguinte.

  Correu o rumor que Marco Aurélio tinha morrido na batalha, Avido Casio, governador da Síria toma o título de imperador do Oriente no ano 175. Perante tal situação, Marco Aurélio adiantou a entrega da toga viril a seu filho Cómodo e marchou contra o rebelde, que já tinha morrido. Percorreu o Egipto e Síria, perdoou aos habitantes de Antioquia terem-se unido ao partido de Casio, visitou Atenas e em 23 de Dezembro de 176, junto com Cómodo venceu os Sármatos. No ano seguinte contrai núpcias com Crispina e faz novas doações ao povo. No ano 179, vence pela segunda vez os Marcomanios, assim como a Hermundurios, Quades e Sármatas que se tinham coligado contra ele.

  Marco Aurélio, chamado também o Filósofo, é considerado por numerosos historiadores como o melhor imperador romano. Foi considerado o mais «sábio dos imperadores e o mais virtuoso dos filósofos». Na verdade, é muito difícil escolher entre ele e Antonino. Três vezes cônsul e oito generais (imperator), teve os títulos de "Germánico" em 172, "Sarmático" em 175. De Faustina teve (sem contar vários filhos mortos de tenra idade) Lucilia, Cómodo e Antonino (o gémeo morto aos quatro anos), Sabina, Domicia, Faustina e Antonio Vero. A justiça e a caridade foram o lema da sua vida mas isso não evitou de mover a quarta perseguição contra os cristãos.

  Faleceu em Vindobona (actual Viena). antiga região de Europa Central, sobre o Danúbio médio, conquistada pelos Romanos entre 35 a.C. e 9 d.C.

  Sucedeu-lhe o filho, Lúcio Aélio Aurélio Cómodo.

  Esta é a inscrição encontrada sobre uma sepultura em Viena (Vindobona).

T. CALIDIVS
PCAM SEVER
EQITVMOPEIO
DICVRCOLIALPINI
ITEM LEGXV APOLL
ANNORVUM XXXII
Q.CALIDIVS FRATRI
POSVIT


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Lucius Verus

07.12.07
LUCIUS VERUS
(Lvcivs Ceionivs Commodvs)
co-Imperador c/ Marcus Aurelius– 161 a 169 d.C.

Lúcio Vero



  Filho de Lucius Aelius Caesar, Lucius Ceionius Commodus nasceu em Roma no ano 130 d.C. Quando Hadrianus adoptou Antoninus Pius como seu sucessor, este, por sua vez, adoptou Lucius como um dos seus sucessores em virtude do compromisso assumido com o seu antecessor: o imperador Hadrianus anunciou em 136 como sucessor Lucius Commudus, porém com a morte deste, Hadrianus escolheu Antoninus para lhe suceder com o compromisso de adoptar como filhos dois jovens: Lucius Verus, filho de Commudus, e Marcus Annius Verus que o imperador chamava de Veríssimo. Lucius, que passou a chamar-se Lucius Aurelius Verus, ficou noivo de Faustina II, filha de Antoninus Pius, mas o noivado foi desfeito logo após a morte de Hadrianus. Durante o reinado de Antoninus Pius, Lucius partilhou a educação dada a Marcus Aurelius (aparece também como escritor e destinatário nas cartas de Frontão), embora aparentemente ocupasse um lugar secundário. Tomou parte, com Marcus Aurelius, nos conselhos do imperador.

  Diz-se que gozava os prazeres da vida e gostava muito de desportos, principalmente dos espectáculos de gladiadores. Tornou-se cônsul pela primeira vez em 154, e pela segunda (com Marcus Aurelius) em 161. Quando Antoninus Pius morreu (7 de Março de 161), Lucius tornou-se co-imperador junto com Marcus Aurelius, por insistência deste, embora fosse dez anos mais moço, tendo o Senado concedido a Lucius Verus o poder tribunício, o imperium proconsular e o título de augustus, elevando-o ao mesmo nível do irmão. Ficou noivo da segunda filha de Marcus Aurelius, Lucilla, com quem se casou por volta de 164.

  Na primavera de 162, Lucius foi para o Oriente para enfrentar a ameaça dos partos, e lá ficou até eliminá-la, com as vitórias de 165-166. Voltou para Roma em 166 e partiu para o norte, com Marcus Aurelius, em 168, passando o Inverno em Aquiléia. No início de 169, quando se dirigia para a fronteira do norte, morreu de ataque cardíaco perto de Altino.



Denário com o busto de Lucille

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